Edgar lança “Zum Zum Zum” e revisita uma composição da juventude em chave dub
Depois de abrir o universo de REWIND com uma live session, Novíssimo Edgar apresenta “Zum Zum Zum” como primeira faixa lançada oficialmente nas plataformas digitais dentro do novo ciclo do projeto. A música, que havia sido disponibilizada originalmente em 2013 no YouTube, com o título de “Meus Velhos Dedos Amarelos”, retorna agora em uma versão dub produzida por Thiago Duarte, conectando o início da trajetória do artista no underground ao seu momento atual, mais consciente artisticamente.
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A nova leitura preserva a essência da composição escrita ainda na juventude, mas desloca a faixa para outro território sonoro. A base em reggae dub conduz a música, enquanto o verso mantém um flow fortemente influenciado pelo rap, em um formato próximo do spoken word. O refrão em coral amplia a sensação de eco coletivo e brinca com a língua portuguesa, utilizando frases faladas de trás para frente, em um jogo de ritmo e linguagem que atravessa o disco.
“Essa música é um marco na minha carreira. Mesmo hiper underground, é meu primeiro hit na cena de São Paulo, com uma letra com quase 10 anos, mas completamente atual. Ela merece uma roupagem nova, pensando no público novo que não conhece as faixas antigas”, diz o artista.

“Zum Zum Zum” ocupa um lugar simbólico dentro de REWIND por operar como um ponto de equilíbrio entre passado e futuro. Ao revisitar uma faixa que marcou seu início de trajetória, Edgar ativa a ideia de “rebobinar” que dá nome ao projeto, não como gesto nostálgico, mas como forma de olhar para as próprias raízes com outra maturidade, em diálogo com o reggae, o dub e a cultura de sound system que atravessam sua formação.
A faixa também evidencia a liberdade estética que orienta este novo momento do artista, lançado de forma totalmente independente pelo selo ICE LION, criado por seu coletivo. O projeto nasce como uma plataforma de autonomia criativa, permitindo que escolhas sonoras, visuais e narrativas sejam conduzidas sem intermediações externas, em um movimento que se desdobra ao longo de todo o álbum REWIND.
“Essa faixa aponta essa possibilidade infinita de revisitar o trabalho e perceber que, em uma frase de letra antiga, mora um longa-metragem ou um livro a ser destrinchado. Pra mim, é o legado da obra. Pode até parecer mais do mesmo enquanto o novo não vem, porém, pra mim, soa – parafraseando Yuka – ‘o novo já nasceu velho’, como se eu enxergasse algo novo do antigo eu que precisa ser apresentado pros novos vocês de ontem”, finaliza Edgar.

