Premiado solo teatral ‘PAI’ realizará turnê internacional após temporadas de sucesso no RJ e SP

Após 4 temporadas de sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo, o solo teatral “PAI” realizará sua primeira turnê internacional. Sob o comando do diretor armeno e talento da Broadway, Arthur Makaryan, e idealização e atuação de Guilherme Logullo, o espetáculo passará por Yerevan, na Armênia, dia 6 de fevereiro, no NCA Small Theatre; por Istambul, na Turquia, no dia 8 de fevereiro, no Cihangir Atölye Sahnesi Theatre; e em Paris, na França, de 11 a 13 de fevereiro, em três sessões no Théâtre de L’Opprimé. A peça propõe uma experiência cênica íntima, impactante e comovente sobre os traumas herdados de relações com figuras paternas abusivas.

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Por “PAI”, Logullo recebeu indicações na categoria Melhor Solo, no Prêmio Arcanjo de Cultura; de Melhor Ator no Prêmio Cenyn; além do selo de qualidade “O Teatro me Representa” de Melhor Monólogo. O reconhecimento da crítica dialoga diretamente com a potência estética e emocional da obra.

“Estou muito feliz e realizado em levar este espetáculo para outros países, pois ele aborda um tema universal. As relações parentais e as violências envolvidas são debates urgentes, que precisam ser discutidos, e nada melhor do que o teatro para lançar luz sobre essas questões”, comenta Guilherme Logullo, ator e idealizador do solo.

Com base em vivências reais, o solo costura memórias íntimas com elementos do teatro do absurdo, da dança Butoh e da autoficção, resultando em uma narrativa potente, sensível e artisticamente provocadora.

“Muito além de expor, meu desejo é ressignificar.”

Em cena, o multiartista dá vida a um homem isolado em um espaço cru, onde passado e presente se fundem em uma jornada marcada por violência, silêncios, gestos de controle e fugazes demonstrações de afeto. O solo convida o espectador a refletir sobre o impacto das ausências e violências paternas, ao mesmo tempo em que oferece um caminho de reconstrução e possibilidade de cura.

“Muito além de expor, meu desejo é ressignificar. Transformar a dor em arte e abrir caminhos de libertação”, comenta Guilherme Logullo. A direção de produção também é de Guilherme Logullo, a cenografia de Marieta Spada, os figurinos de Karen Brusttolin, o desenho de luz de Paulo Denizot, a música original de João Paulo Mendonça e a realização da Luar de Abril.