Com base em vivências reais, o solo costura memórias íntimas com elementos do teatro do absurdo
Após quatro temporadas de sucesso de público e crítica e uma turnê internacional por países como Armênia, Turquia e França, o solo teatral “PAI”, idealizado e protagonizado por Guilherme Logullo, diretor e ator, retorna ao Rio de Janeiro para uma curtíssima temporada. As sessões acontecem nos dias 8, 15, 22 e 29 de abril, quartas, às 20h, no Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana).
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Sob o comando do diretor armênio e talento da Broadway, Arthur Makaryan, o espetáculo propõe uma experiência cênica íntima, impactante e comovente sobre os traumas herdados de relações com figuras paternas abusivas. Por “PAI”, Logullo recebeu indicações na categoria Melhor Solo, no Prêmio Arcanjo de Cultura; de Melhor Ator no Prêmio Cenyn; além do selo de qualidade “O Teatro me Representa” de Melhor Monólogo. O reconhecimento da crítica dialoga diretamente com a potência estética e emocional da obra.
Com base em vivências reais, o solo costura memórias íntimas com elementos do teatro do absurdo, da dança Butoh e da autoficção, resultando em uma narrativa potente, sensível e artisticamente provocadora.
“Quis trazer à tona o espetáculo para dar novos significados às vivências paternas violentas e difíceis que enfrentei em minha vida. De alguma forma, transformando isso em arte, em teatro, eu ganho força, libertação e clareza de tudo que vivi. Muito além de expor e compartilhar tais experiências, o objetivo é provocar mudanças e gerar aprendizado”, explica Logullo, que também atua como diretor e produtor, estando à frente de produções de sucesso em cartaz atualmente, como “O Adorável Trapalhão” e “O Céu de Bibi Ferreira”.

Em cena, o multiartista dá vida a um homem isolado em um espaço cru, onde passado e presente se fundem em uma jornada marcada por violência, silêncios, gestos de controle e fugazes demonstrações de afeto. O solo convida o espectador a refletir sobre o impacto das ausências e violências paternas, ao mesmo tempo em que oferece um caminho de reconstrução e possibilidade de cura.
“Muito além de expor, meu desejo é ressignificar. Transformar a dor em arte e abrir caminhos de libertação”, comenta Logullo. A direção de produção também é de Logullo, a cenografia de Marieta Spada, os figurinos de Karen Brusttolin, o desenho de luz de Paulo Denizot, a música original de João Paulo Mendonça e a realização da Luar de Abril.


