Instituto [SSEX BBOX] anuncia festival liderado por pessoas trans para imaginar e construir futuros possíveis
O Instituto [SSEX BBOX], organização liderada por pessoas trans e que, durante nove anos, idealizou e produziu a Marcha do Orgulho Trans da cidade de São Paulo, consolidando-a como uma das principais mobilizações trans da América Latina, anuncia seu novo evento anual: o Festival Transplanet. Com realização prevista para o início de junho de 2027, em São Paulo, a iniciativa reunirá lideranças e profissionais de diferentes áreas do conhecimento para discutir, experimentar e construir respostas para as profundas transformações ambientais, sociais, culturais e tecnológicas em curso no mundo. O lançamento oficial do projeto aconteceu na última semana, durante um evento especial para organizações, empresas parceiras e convidades.
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Dando continuidade à apresentação do projeto e ampliando o diálogo com o público, o TRANSPLANET realiza, no dia 24 de setembro, das 18h às 21h, na Vila Madalena, em São Paulo, seu primeiro Pop-Up, o início de uma série de encontros que antecedem o Festival TRANSPLANET, previsto para 2027.
Às 19h, o evento apresenta uma sessão especial do documentário Uýra – A Retomada da Floresta (2022), que acompanha a jornada de Uýra, artista indígena trans e ecologista, pela Amazônia, revelando como a arte pode operar como tecnologia de resistência, cura, transformação e sobrevivência. A transição planetária já está em curso. A questão é como atravessamos esse processo e quais saberes escolhemos para nos guiar.
A partir das questões levantadas pelo filme, a sessão abre caminho para o painel “Ecologias Amazônicas – Contravisualidades, Corpos-Territórios e Futuros para Além do Binário”, uma conversa ao vivo que aproxima perspectivas indígenas, trans, artísticas, espirituais e ecológicas para pensar outras relações possíveis entre corpo, território, ancestralidade e futuro.
“Essa transição reflete uma convicção central do Instituto: pessoas trans não devem apenas participar das conversas sobre o futuro, mas liderá-las. Em um mundo marcado por transformações profundas, a experiência vivida da transição oferece conhecimentos essenciais para imaginar, construir e orientar futuros mais regenerativos, interdependentes e coletivos”, afirma Lyon A. Ror, fundador do Instituto [SSEX BBOX].
Participam da conversa a diretora do filme Juliana Curi, premiada diretora, cineasta cuja trajetória articula linguagem audiovisual, transformação cultural e questões sociais contemporâneas; TRANSÄLIEN, multiartista, produtora cultural, curadora, cuja prática artística explora transmutação, identidade, presença e outras possibilidades de existência; A-yá Kukamíria, mulher indígena amazônida do Alto Solimões, psicanalista e guardiã de conhecimentos ancestrais ligados à espiritualidade, à medicina tradicional e à reconexão com a natureza e Oru Karyry, artista trans não binário, pesquisadore e articuladore cultural que investiga as relações entre corpo, memória, território e quebras de gênero;
A mediação será de Lyngar da Luz, trans não binário, conduzindo o encontro e as conexões entre as diferentes perspectivas que atravessam o filme e o tema do painel. Como mestre de cerimônias, o Pop-Up recebe Jesus Lumma, artista trans não binária, comunicadora, palestrante e designer de culturas afetivas, cuja obra conecta música, brasilidade, crítica social, espiritualidade e afeto.

O encontro propõe olhar para a Amazônia não apenas como território geográfico, mas como espaço vivo de produção de conhecimento, memória, resistência e imaginação. Um convite para atravessar fronteiras entre natureza e cultura, humano e mais-que-humano, corpo e território, e imaginar futuros que já não precisem ser organizados pelas mesmas estruturas binárias do presente.
Juntes, irão refletir sobre o que os saberes trans e indígenas podem oferecer a um mundo em profunda transição. Do corpo à floresta, o encontro propõe pensar outras formas de existência, relação e futuro, explorando como a diferença pode se tornar uma força de transformação coletiva.
Em uma proposta inédita, o TRANSPLANET transforma o próprio festival em um protótipo vivo do futuro. Toda a experiência será ambientada 20 anos à frente, transportando o público para uma sociedade que atravessou com sucesso a transição climática e desenvolveu novas tecnologias, infraestruturas, formas de arte, modelos educacionais, filosofias e práticas regenerativas para responder aos desafios do século XXI.

O projeto parte de uma premissa central: a experiência de atravessar processos de transição pode produzir conhecimentos relevantes para um mundo igualmente marcado pela transformação. Habituadas a reconstruir identidades, desafiar estruturas estabelecidas, pessoas trans e de gênero diverso são posicionadas pelo festival como lideranças capazes de contribuir para a formulação de novos caminhos diante das mudanças que atravessam a sociedade.
Para além da oposição entre utopia e distopia, o TRANSPLANET propõe o conceito de “futuros fluidos”: futuros ainda em construção, sujeitos a mudanças permanentes e que podem ser imaginados e experimentados coletivamente. O festival toma como ponto de partida a transição como condição da própria vida na Terra, em que matéria, energia, ecossistemas e sociedades estão continuamente se transformando, e aproxima essa perspectiva da experiência vivida da transição de gênero.
SERVIÇO
TRANSPLANET Pop-Up
📅 24 de setembro de 2026
⏰ 18h às 21h
🎬 19h – Exibição de Uýra – A Retomada da Floresta + painel
📍 R. Fidalga, 521 – Vila Madalena, São Paulo – SP, 05432-070
🎟️ Entrada gratuita, mediante inscrição. Vagas limitadas.
Inscrições:
https://forms.gle/NQb4CqCYLP3G7NXV6
Mais informações:
https://ssexbbox.com/transplanet
https://www.instagram.com/transplanet.festival/
Trailer oficial de Uýra — A Retomada da Floresta:
https://www.youtube.com/watch?v=2WPuDFMjLYY

