Guilherme Fonseca revisita a violência da escravização a partir de uma perspectiva humana

Em Diáspora Negra, o quadrinista Guilherme Fonseca revisita a violência da escravização a partir de uma perspectiva humana: a luta de um pai para proteger seus filhos e preservar os vínculos familiares. A HQ acompanha Akim, Nijala e os filhos Kashika, Ifé e Cacau. Em meio à separação, à perda e ao tráfico transatlântico, gestos de cuidado, memória e dignidade tornam-se formas de resistência.

Leia também:

“Confuzo (está escurecendo dentro de mim)” ocupa o CCBB discutindo as questões mais urgentes do hoje

Gustavo Mendes está de volta aos palcos com show inédito de stand up

Instituto [SSEX BBOX] anuncia  festival liderado por pessoas trans para imaginar e construir futuros possíveis 

“Quis olhar para aquilo que esse pai luta para manter vivo: os afetos, a memória, a dignidade e a possibilidade, mesmo que remota, de um futuro para seus filhos”, explica o autor.

Sem contornos tradicionais, os desenhos são formados por massas sólidas de preto e branco. Silhuetas, recortes de luz, formas geométricas e espaços negativos definem personagens, paisagens e movimentos. A composição de cada quadro participa da narrativa: a alternância entre grandes imagens, sequências de ação e pausas silenciosas produz um ritmo próximo do cinema, sem perder a potência gráfica própria dos quadrinhos.

Inspirada na cosmologia iorubá e nas religiões de matriz africana, Diáspora Negra incorpora a presença dos orixás à narrativa. Ibeji e Iemanjá atravessam a trajetória dos personagens, em uma história na qual natureza, espiritualidade e comunidade são inseparáveis. Mais do que retratar a violência da escravização, a obra evidencia aquilo que resistiu a ela: afetos, saberes, práticas culturais e vínculos comunitários que permanecem vivos nas culturas afro-brasileiras.

Quadrinista, ilustrador e profissional do audiovisual, Guilherme Fonseca reúne mais de 30 anos de experiência em narrativas visuais. Seu trabalho atravessa histórias em quadrinhos, cinema, televisão e animação, com especial atenção ao enquadramento, à decupagem e à expressividade gráfica.

É autor de Estação Luz (ProAC, 2008), Automatic Lover (Devir, 2012) e O Crime do Restaurante Chinês (ProAC, 2017). No audiovisual, participou de produções como Nina, O Cheiro do Ralo, À Deriva, DNA do Crime, Tremembé e Os Donos do Jogo. Em Diáspora Negra, essa trajetória converge em uma obra autoral que articula pesquisa visual, ritmo narrativo e memória histórica.

Diáspora Negra

Ilustração: Guilherme Fonseca

Formato: Brochura

Número de páginas: 112

Cores: preto e branco

Dimensões: 16,5×24

ISBN: 9788595712188

Projeto realizado com recursos do ProAC Editais, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

Preço: R$ 69,90

Link para venda online: https://veneta.com.br/products/diaspora-negra