Samba do Sol, Pilantragi, Festa Piranha, Santo Forte, Gambiarra e Desculpa Qualquer Coisa formam o line up do festival

Na véspera de feriado, no sábado, 14 de novembro, a partir das 14 horas, o Teatro Mars vai receber o Festival Bafafá vai receber 12 horas de música e cultura. Os coletivos Samba do Sol, Pilantragi, Festa Piranha, Santo Forte, Gambiarra e Desculpa Qualquer Coisa foram o line up do festival.

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O Festival Bafafá vai contar na pista o que aconteceu na noite de São Paulo de 2005 aos dias de hoje. Nos toca-discos: brasilidades, eletrônico, funk em suas mais variadas vertentes faziam a pista durar a noite inteira em praticamente todos os dias da semana. O público também acompanhava essa diversidade: gênero, idade, classes sociais dividiram espaço em uníssono.

A cidade, que sempre foi conhecida por ser responsável por uma das melhores noites do mundo, viveu diferentes momentos em sua cultura noturna. Grupos independentes de artistas, DJs e produtores criaram festas com identidade, estética e comunidade própria, formando uma nova cena efervescente. Batekoo, Samba do Sol, Mamba, Caps Lock, Je Treme, cada coletivo era um mundo à parte. Casas e eventos como Centro Cultural Rio Verde, ÁUDIO, Casa das Caldeiras, Cine Joia e Virada Cultural também estiveram no circuito. E juntos formaram a cena mais plural e vibrante que esta cidade já produziu. “A vida da madrugada era muito ativa e muito representativa em São Paulo. O eixo Centro e Rua Augusta estava muito forte, com várias baladas espalhadas também pela Zona Oeste e pela Zona Sul. Era um momento de muita vitalidade na noite, e os coletivos surgiram como um movimento independente, levando para as casas noturnas tradicionais o próprio conteúdo, a própria cultura, e construindo seus próprios fãs e seguidores”, explicam os idealizadores do festival, os DJs e produtores musicais Marina Lopes e Renato Piedade.

“A gente percebeu que, desde o fim da pandemia, em 2022 e 2023, o mercado estava diferente. As casas noturnas estavam com menos público, e as festas independentes tinham mais dificuldade de levar o mesmo público de antes ou de fazer as contas fecharem. Vimos a crescente dos bares vespertinos, do rolê mais cedo, e percebemos que muitas dessas festas, que se consolidaram na madrugada, hoje estão tendo que mudar de horário e criar várias estratégias. Com isso, pensamos que talvez esse fosse o melhor momento para relembrar, valorizar, agradecer e contemplar toda a história que essas festas representam naquilo que a gente entende hoje como entretenimento, shows e baladas na cultura de São Paulo”, contam os dois produtores.

O local escolhido foi o Teatro Mars, projeto arquitetônico cravado no Bixiga, um inovador que recebeu premiação do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) em 1983 e que foi palco montagens teatrais importantes, desfiles de moda históricos, festivais de rock, rap e noites de samba-rock. E que também ilustra a diversidade que o Bafafá expressa.